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Radicalismo x extremismo




Liberdade exige um pensar elaborado, exercitado, desintoxicado, ampliado e aprodundado. Ninguém exercita real liberdade repetindo padrões, sem uma auto compreensão do quanto suas ações interferem na saúde do mundo, do quanto levantar bandeiras sem saber de onde surgem e para onde pretendem levar os destinos humanos. 

Todos os conceitos no mundo tem uma fonte primordial, e por mais bem intencionados certos conceitos pareçam, podem enrigecer o pensar e equivocar as melhores intenções, confundindo o sentir do ser humano que deve equilibrar o bom, o belo e verdadeiro no mundo.

De uma maneira bem pragmática, todo extremo descompensa. Assim como uma balança ou um pêndulo. O que não invalida a necessidade dos polos, que nos mostram de fato o caminhar em equilíbrio. A grande dificuldade é paralisar no extremo, nos apegarmos à ele, e ali congelarmos, fixando nossa capacidade de desenvolver nossos pensamentos abarcando a complexibilidade das diversas perspectivas. Fixar em um extremo de raciocínio é principalmente uma perda do indíviduo em exercitar sua máxima potência cognitiva. É limitar-se a ver por uma lente específica que não detém a verdade, mas um fragmento. Aquilo que não é atemporal como valor humano, age contra a vida, pois algo que é efetivo em um tempo especifico se não for um valor humano, pode ser um dano a humanidade incutido em tempo distinto, e pior que isto, muitos conceitos que já se provaram danosos em outras épocas, continuam sendo reproduzidos quando um ambiente se torna favorável a eles.

Muitas teorias se desenvolvem através de um fragmento extremista, e tendênciam a ser uma verdade absoluta. E porque muitas pessoas bem intencionadas se agarram a esses extremismos sedentos por um próposito moral ou virtuoso?

Não vou responder essa pergunta, porém tenho refletido sobre a necessidade de norte que muitos de nós buscamos em um mundo caótico, ilusório e equivocado nos vários campos da vida, seja científico, seja social ou religiioso, e nesses campos o extremismo tem ceifado a vida humana e planetária. 

Este texto parte de princípios Cristãos, que no fundo sustentam princípios básicos humanos. Princípios Cristãos em nada atritam com quaisquer entendimentos do que devemos fazer enquanto seres humanos, para tornar a vida no planeta sustentável para todos os seres vivos. Poderíamos citar Buda, ou outras compreensões espirituais, porém quando cito Cristo como o caminho de qualquer ser humano em busca da verdade em si, falo de uma individualidade espiritual que se colocou em sacríficio para alcançar a todos os seres humanos independente de religião, de nacionalidade, regionalidade ou gênero, sendo ele mesmo um divisor de águas para inclusão da diversidade, mostrando com atos de bondade, simples e compreensível como chegarmos a santidade, como projetos divinos. Essa amplitude de perspectiva e radicalidade nos princípios essenciais na vida de Jesus, norteiam virtudes impossibilitando todo e qualquer possilidade de equívoco extremista. 

A radicalidade da vida e ações de Cristo são antidotos para o extremismo. São antidotos para a perda do rumo da humanidade na buscar de virtudes. 

A vida humana pede radicalismo nas virtudes dos pensamentos e ações, sem isso não haverá avanços sociais, e a ciência extremista destituida de espírito não poderá nos salvar, e as religiões continuaram pregando o ensimesmamento de suas doutrinas que não mudam o mundo, mas sustentam alegorias ilusórias de reconexão com Deus, sem ação na direção de uma irmandade, de uma fraternidade que ecoe em todos os corações. 


Este texto tem um agradecimento especial ao Pastor Robson Aleixo, ao qual em sua generosidade contribuiu em diálogo com muitas de minhas reflexões expostas aqui. 


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